O que leva um escritor a sentar-se diante de uma secretária sem nada previsto para lá fazer? Pensar, talvez. Ou então pedir desculpa à cadeira rotativa e fazê-lo com o estilo respeitoso que empregou Robert Walser no seu "Discurso a um botão", onde celebrava a alegre discrição dessa modesta peça que introduzimos numa casa para apertarmos a camisa.
Enrique Vila-Matas, "Cânone de Câmara Escura".
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